A maneira como projetos criativos são financiados passa por uma revolução. Estamos na era da colaboração e quem decide aqui é o público.

O financiamento colaborativo – quando várias pessoas contribuem a partir de pequenas quantias para um projeto ou uma causa – já existe há bastante tempo, muitas ONG’s e igrejas, por exemplo, sempre funcionaram assim. A diferença é que hoje, por causa das ferramentas de mídias sociais e da maneira como milhões de pessoas estão conectadas, o processo de reunir um grupo de pessoas para apoiar projetos é muito mais fácil e a capacidade de uma boa ideia se espalhar é bem maior. A escala não é mais local, e sim global.

O Catarse, site pioneiro em financiamento colaborativo de projetos criativos no Brasil, foi lançado há duas semanas. O site é uma iniciativa de Diego Reeberg e Luís Otávio Ribeiro (ambos alunos de graduação da FGV-SP) em sociedade com a Softa (empresa que desenvolve aplicações web 2.0, sediada em Porto Alegre).

O Catarse funciona assim: você envia seu projeto, diz quanto precisa e até quando quer arrecadar este dinheiro. Aí você divulga o projeto e as pessoas podem optar por apoiar com qualquer valor a partir de R$ 10 – e elas recebem recompensas por isto! Se até o prazo escolhido você tiver atingido o valor que precisa, você recebe o dinheiro. Senão, todo mundo recebe o dinheiro de volta.

Catarse

Catarse - Faça acontecer os projetos em que você acredita!

A plataforma conta com 5 projetos cadastrados, que receberam no total mais de R$ 6 mil. Para se cadastrar (e poder apoiar ou enviar um projeto), tudo que você precisa é uma conta em alguma rede social (Twitter, Facebook, Orkut, GitHub).

Não há nenhum custo para colocar um projeto no site, mas se, e somente se, o projeto conseguir arrecadar o valor que está pedindo, o Catarse ficará com 5% desse valor e o MoIP, responsável por processar os pagamentos, cobra uma taxa que varia entre 6% e 7% do montante.

Também não é qualquer projeto que vai ao ar. A equipe do Catarse faz um processo de curadoria para evitar que projetos que não se enquadrem nas suas diretrizes vão para o site.

Um ponto crucial desse modelo é que o financiamento colaborativo dá ao público a capacidade de decidir que projeto deve ser financiado ou não. Não há mais aquele intermediário que define qual banda ou qual espetáculo deve ser produzido, mas sim um monte de pessoas empolgadas com os projetos e que financiam apenas aqueles que eles acreditam que devam ser realizados.

É uma revolução que está apenas em seu processo inicial e sua continuidade se dará conforme mais pessoas conhecerem essa modalidade e resolverem participar – enviando projetos ou apoiando eles. Como qualquer revolução, depende de gente. Depende da gente.

Você está pronto para participar?

Observação: Este texto é um press release enviado pela equipe do Catarse. Sua reprodução no Informação Virtual foi autorizada. Não é permitida a cópia parcial ou integral deste texto sem a autorização dos responsáveis pelo Catarse.

  
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Rodrigo R. Neto

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Rodrigo R. Neto é instrutor de informática, criador dos blogs Informação Virtual e Blogosfera Brasil, ambos desenvolvidos na plataforma de blogs WordPress. Interessa-se por assuntos ligados a informática, astronomia, fotografia, cinema, cultura, turismo, tecnologia, design, publicidade e internet.


3 Responses to Catarse e a era do financiamento colaborativo

  1. avatar Diego Reeberg disse:

    Oi Rodrigo, muitíssimo obrigado pelo apoio e ajuda na divulgação.

    Grande abraço.

  2. avatar Bruno disse:

    Legal o lançamento do site, mas ele não é pioneiro não. O https://www.fairplace.com.br/ me parece com uma proposta muito semelhante e existe ja ha bastante tempo. Parabéns ao Catarse. Legal a iniciativa.

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