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Sociedade digital, na era da (des)informação

Algumas vezes nos sentimos desinformados em meio a tanta informação.

A velocidade com que as coisas acontecem nos dias de hoje é impressionante. Temos que administrar uma grande quantidade de informação diariamente, muitas vezes sem termos tempo de digeri-las. Isto faz com que tenhamos a sensação de que o tempo está cada vez mais curto. Nossos dias, semanas, meses e anos parecem passar cada vez mais rapido.

               
Dúvida
Foto: Marco Bellucci

Vivemos em uma sociedade digital, somos bits, bytes, zeros e uns, somos virtuais, somos avatares interagindo na grande teia. Buscamos e geramos conteúdo, o tempo todo. Muitas vezes nos deparamos com informações imprecisas ou irreais, as replicamos como se elas fossem verdadeiras, gerando assim um ciclo de desinformação coletiva.

Precisamos reaprender a pensar, analisar, filtrar aquilo que vemos, lemos e escutamos. Não devemos nos iludir, devemos duvidar sempre, pois a dúvida é a nossa única arma contra a ignorância. Ao duvidarmos saímos em busca de informações mais precisas.

Por outro lado, para buscarmos as informações certas precisamos de tempo, sim, aquele que está passando rápido demais e acabou se tornando nosso pior inimigo, pois insiste em não ser suficiente. Talvez uma saída para administrá-lo seja definirmos prioridades, peneirarmos aquilo que nos é relevante, deixarmos de lado aquilo que não nos faz evoluir.

Para ficarmos bem informados não temos necessariamente que nos entupir de informação, mas sim sabermos escolher aquelas que, de alguma forma, nos serão úteis.

Se você não conseguir pegar o “bonde”, não saia correndo atrás dele, espere o próximo, talvez você consiga até chegar mais rápido ao seu destino.

Enfim, na era digital ganhamos uma importante ferramenta, a internet, que tem a incrível capacidade de nos trazer conhecimento ou ignorância. Cada um de nós deve escolher aquilo que julgar melhor e, acima de tudo, parar para pensar.

Este post foi publicado originalmente em 2009 no antigo Informação Virtual, no entanto ainda penso da mesma forma. E você, o que acha? Escreva sua opinião nos comentários!

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